Estes mitos destroem até as relações mais fortes: o psicólogo revelou o que fazer

Foto: de fontes abertas

Mesmo pequenas crenças erradas podem ter grandes consequências para uma relação

A psicóloga familiar Molly Berrets identificou os hábitos tóxicos que podem “minar” subtilmente até as relações mais fortes, e sugeriu o que fazer. No seu artigo para a CNBC, a médica refere que, tendo trabalhado com casais durante mais de 15 anos, observou repetidamente os mesmos comportamentos.

“Muitos dos conflitos que surgem nas relações duradouras resumem-se frequentemente a três crenças fundamentais que minam subtilmente a comunicação honesta. Se acredita nestes três mitos tóxicos, pode estar a prejudicar a sua relação mais do que imagina”, sublinha a psicóloga.

E aqui estão os hábitos tóxicos que ela listou:

Mito #1.

Se o meu parceiro me amasse realmente, seria capaz de ler os meus pensamentos. A verdadeira parceria exige que expressemos as nossas necessidades, especialmente quando estamos frustrados ou magoados, disse Berrets. Um bom ponto de partida, segundo ela, é a seguinte abordagem: “Se tiveres alguma queixa contra mim, fala comigo diretamente.” Isto não significa explosões de raiva ou monólogos acusatórios. Significa descrever a sua experiência numa linguagem simples e honesta e convidar ao diálogo e não à hostilidade.

Mito #2.

Os casais saudáveis não discutem. Como explicou o psicólogo, os conflitos são inevitáveis nas relações. A forma como se lida com os desacordos quando eles surgem determinará se ficarão juntos ou não. Quando um parceiro não está disposto a assumir a responsabilidade e a pedir desculpa, não há espaço para resolver a situação. Pedir desculpa é uma expressão de respeito. Berrets aconselha a reconhecer as consequências das suas palavras ou acções, mesmo que as intenções não tenham sido prejudiciais. O simples facto de reconhecer o seu papel no conflito incentiva a outra pessoa a responder da mesma forma e evita o início de ciclos de culpa e negação.

Mito #3.

Se eu disse isso com raiva, não conta. Embora a raiva possa desaparecer quando a discussão termina, os efeitos das palavras hostis permanecem com o seu parceiro e minam a base de confiança e segurança da sua relação, observou a psicóloga. Ela sugeriu: quando discordarem, tentem usar uma linguagem calma em vez de insultos ou palavras depreciativas. Concentre-se no problema e não em ataques ao carácter da outra pessoa. E não interrompa.

“Se notar que estas três crenças estão a afetar as suas interações com o seu parceiro, o primeiro passo é ter compaixão por si próprio. Não somos culpados pelas crenças que nos foram ensinadas, mas somos responsáveis pelo nosso próprio crescimento. Estas estratégias requerem intenção, reflexão e humildade. Nem sempre tudo será perfeito, mas os seus esforços para seguir estes princípios serão recompensados”, afirmou Berrets.

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